ARMANDO ALVES (1935-1926)

Faleceu no passado dia 31 de Março o artista plástico Armando Alves, amigo e convivente de António Telmo, que ilustrou a primeira edição dos seus Contos (Aríon, 1999) e com ele partilhava as mesas dos cafés de Estremoz e. nesta mesma cidade, onde nascera em 7 de Novembro de 1935, o famoso bilhar da Porta Nova.
Figura de primeiro plano do panorama artístico português, Armando Alves foi aluno da Escola António Arroio, antes de se formar em Pintura com a classificação final de 20 valores pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto, da qual, entre 1963 e 1973, foi professor assistente, aí introduzindi o estudo das Artes Gráficas, área a que se viria a dedicar, nomeadamente com a sua ligação profissional a três editoras: Editorial Inova (1968), Editorial Limiar (1975) e Editorial Oiro do Dia (1980). Dirigiu graficamente obras literárias, produziu cartazes, comemorativos e publicitários, catálogos de exposições e programas de concertos e de actividades desportivas. Em 1983, recebeu o prémio na Mostra de Artes Gráficas Grafiporto 83, no Museu Nacional de Soares dos Reis.
Da sua página na Wikipédia colhe-se a seguinte síntese sobre a sua obra: «Tendo começado por uma figuração que pode aproximar-se do universo neorrealista, optou seguidamente por um informalismo matérico desenvolvido na década de 1960. Nos anos 1970, dedica-se à construção de objetos pintados, de grande depuração formal. A partir dos anos 1980, retoma os valores da paisagem que reformula à luz de um abstracionismo lírico.
A 9 de junho de 2006, foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Mérito. Em 2009, recebeu o Prémio de Artes Casino da Póvoa.»
À família enlutada, apresentamos sentidas condolências.
